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Franz Ferdinand em Brasília

Todo mundo já estudou, em História, o arquiduque húngaro-austríaco Francisco Ferdinando cujo assassinato foi o estopim para a Primeira Guerra Mundial. Pouca gente sabe, porém, que seu nome em alemão é o nome da banda escocesa Franz Ferdinand.

Tudo bem, talvez só eu não soubesse disso, mas eu precisava introduzir a banda. O ponto é que Franz Ferdinand fez um show aqui em Brasília, no dia 21/03 (18/03: Porto Alegre; 19/03: Rio de Janeiro; 23/03: São Paulo). Como um blog que acompanha as tendências e como três amigas curtindo a greve da UnB (sinta a ironia), claro que nós fomos conferir.

O local: O Marina Hall ficou conhecido como Marina Hell naquela noite. Reza a lenda que chegou a fazer 50°C lá dentro fácil fácil. O que importa, porém, é que o lugar lotou sem ficar naquele empurra-empurra insuportável de shows nacionais, pelo menos lá no meio, onde nós ficamos.

A banda: Franz Ferdinand é formada por Alex Kapranos (guitarra e vocal), Bob Hardy (baixo), Nick McCarthy (guitarra, teclado e vocal de apoio) e Paul Thomson (bateria e vocal de apoio), e eles todos são um charme, apesar de um pouco mais velhos. São estilosos, mandam bem em suas respectivas áreas, foram mega educados e o Alex fez o Marina Hell vir abaixo quando arriscou um “Boa noite, Brasília” e um “Vamos fazer barulho!” em português (muito bom, por sinal).





O show: A banda estava empolgada, o público estava animadíssimo, o lugar estava quente e as músicas estavam alucinando. Acho que isso resume bem o show em si. A multidão brasiliense foi ao delírio no famosíssimo hit “Take me out” e acompanhou com muita empolgação praticamente todas as músicas, com ênfase em “This fire” e “No you girls (never know)”. Vale lembrar que houve uns improvisos e algumas modificações nas versões acústicas dessas músicas, deixando-as ainda melhores (que alterações são essas eu não sei dizer, sou leiga em música).





A set list: O show da turnê “Tonight: Franz Ferdinand” foi comprido, durando por volta de duas horas (e começando com apenas 15 minutos de atraso, pontualidade escocesa também é admirável) . Além das mais músicas já mencionadas, eles também tocaram “Ulysses”, “Do you want to” e “Walk Away”. Para a nossa diversão, os integrantes da banda também fizeram brincadeiras com a percussão (veja o vídeo, explicar não tem a menor graça).





Em resumo, o público nos orgulhou, a banda nos surpreendeu agradavelmente e o show foi excelente. Mesmo a Bel, que só conhecia o refrão de “Take me out” (ingressos de cortesia que a fizeram ir), se empolgou com a maior facilidade e aprendeu a cantar na hora mesmo. OK, ela aprendeu uns refrões perdidos aí, mas o que vale é a intenção.

Esperemos que o próximo show internacional em Brasília nos orgulhe tanto quanto esse e que bandas cada vez melhores venham para o quadradinho, né?

Flogging Molly

Pra mim foi amor à primeira vista, foi só a gaita irlandesa começar a tocar no rádio que a vontade de encher uma caneca de cerveja e dançar no maior estilo irlandês subiu em mim. Flogging Molly conseguiu, em meio aos banjos, gaitas e guitarras, encontrar um ritmo que pode embalar tanto uma festa com os amigos, uma tarde de estudos, quanto uma noite romântica (tá, a noite romântica só por minha parte).

O nome da banda veio de uma homenagem feita ao lugar que os "aturou" até o sucesso, o pub 'Molly Malone'. Segundo eles, de tanto tocar lá eles os cansaram. E, para demonstrar a gratidão pelos anos de - segundo eles - sofrimento pelos quais o lugar passou, colocaram o nome da banda de Flogging (chicotear) Molly.



Flogging Molly é o que se chama de Celtic Punk (ou um irish folk com punk),o que resulta em uma mistura na qual a guitarra tem a mesma importância que o acordeão ou violinos.
O mais legal é a diversidade de temas e feelings, desde “drunkmusics”, como ‘Fuck you i’m drunk’, ‘Every dog has it‘s days’ e ‘Drink and Fight’, até as que arrepiam como ‘I never met a girl like you before’ e ‘Float’.

Bob Schmidt(banjo e mandolin): "We're deadly serious about what we do. As much as it's a good time and a fun thing, it's no joke to us." (Nós somos muito sérios no que fazemos. Ao mesmo tempo em que nos divertimos e passamos bons momentos, não é uma piada pra gente.)

Bom, pra quem leu e topou, aqui vão as minhas preferidas: Devil’s Dance Floor, Light of a Fading Star, Drunken Lullabies, Black Friday Rule e Tobacco Island.

Algumas músicas deles foram trilhas sonoras, no caso de Sr. e Sra. Smith (The worst Day since yesterday) e PS.: Eu te amo (If I ever leave this world alive).

Para ouvir:







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