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Harry Potter e as Relíquias da Morte

AVISO: O texto abaixo NÃO possui spoilers. Pode ler sem neura se você ainda não assistiu Harry Potter e as Relíquias da Morte. Porém, como queríamos dar nossas opiniões sobre partes específicas do filme sem estragar a surpresa de ninguém, ao decorrer do texto você encontrará pequenos números indicando notas de rodapé, que estarão ao final da página, em fonte amarela. É essa a parte que conterá spoilers. Assim, nem por engano alguém lerá o que não quer, enquanto quem quiser só precisa selecionar o texto para que fique mais fácil a visualização. Boa leitura (:

A estréia cinematográfica mais esperada do ano ocorreu em âmbito mundial na semana passada, e nós, as gostosas garotas do Viciadas em, estivemos na premiere londrina para trazer as novidades quentinhas para vocês!


OK, é brincadeirinha, nós fomos umas das primeiras a conferir Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1) em Brasília mesmo. Não achamos justo viajar com todas as despesas pagas para cobrir o evento inglês se o mesmo filme estaria passando aqui, entendem? Seria muita mão-de-obra e coisa e tal.

Enfim, o que importa é: CHEGOU! Finalmente, depois de 521 dias desde o sexto filme, e a 238 dias da parte final das aventuras de Harry Potter, finalmente a primeira parte do último filme foi lançada. E o resultado, na nossa humilde opinião? Fantástico!


Ignorem a VEJA e outras forças do mal que dizem que é um filme entediante; não é. Ignorem os fãs infantis que acham que o filme não é fiel ao livro; é uma adaptação, e muito boa, por sinal. Ignorem a ISTO É, que diz que o filme só tem ação e nadica de nada de romance; tem tanto romance que mal dá pra distinguir os casais¹. Ignorem a Bel, que tem um piripaque toda vez que o Neville aparece (em qualquer um dos filmes); ela tem sérios problemas mentais e psicológicos.

Sobre o filme (sem spoiler, calma): o diretor David Yates, que já conseguira dar ao sexto filme uma atmosfera mais obscura, tirando a série do gênero fantasia infantil, prossegue aqui seu intuito. O filme não é exclusivamente adulto, mas tampouco foi feito para crianças. Essa maturidade que os filmes têm ganhado (inclusive no aspecto artístico) lembra a gradual mudança na escrita e linguagem da própria J.K. Rowling no decorrer dos livros da série. A explicação é obvia: nós, aqueles que acompanhamos as aventuras de Harry, Rony e Hermione, fomos crescendo junto com os protagonistas. Enquanto o primeiro livro foi de excelente complexidade para crianças de dez anos (quando começamos a ler), o último tinha conteúdo e apresentação ideais para os jovens críticos de 18 anos (os primeiros fãs do bruxo).

Outro aspecto que vale ser comentado, já mencionado, é o trabalho de arte do filme. Os efeitos especiais, principalmente os que envolvem os ataques de raiva de Voldemort, são sinceramente incríveis². A escolha da trilha sonora é capaz de arrepiar, alem de ter sido muito bem coordenada³. E o travelling [explicação técnica: a Cecela aprendeu em OBAV que é o movimento da câmera em si] tem momentos simplesmente brilhantes 4. E por último, o “teatro de sombras” (denominação da VEJA), usado para narrar um conto de Beedle, o Bardo, é absolutamente maravilhoso, perfeito, sem um único defeito ou ponto a ser melhorados. Minha parte preferida do filme, caso não tenha ficado claro.

Harry Potter e as Relíquias da Morte é, ficamos agradavelmente surpresas, muito engraçado. O que nos leva a atuação de Daniel Radcliffe. Sempre a achei meio fraca, mas descobrimos no filme passado (lembra quando ele tomou a poção Felix Felicis?) que ele é excelente ator cômico 5. E parece que não só isso, mas ele também está aprendendo a atuar drama! Yey! Antes tarde do que nunca! Já Rupert Grint está ótimo ator e muito gatinho, como sempre, e Emma Watson está excelente nas cenas em que tem que sofrer e gritar (de verdade, foram gritos que chegam a arrepiar de agonia).

Finalmente, o enredo. A partir do momento que se entende que não é exatamente um filme normal, e sim a parte de um filme que faz parte de uma seqüência, então tá tudo bem. Como filme, autônomo, independente, bom, ai eu confesso que não é tão satisfatório assim, apesar de, de certa forma, tentar seguir a fórmula de um (possui uma pseudo-introdução – belamente delicada, aliás – e um clímax ao final, por exemplo).
 

Meu balanço final é que é um ótimo filme se você gosta de Harry Potter, incrível se leu todos os livros, e bonzinho se só for assistir para matar umas horinhas no shopping. De um jeito ou de outro, vá comprar sua pipoca e refri e assistir ao filme mais comentado do momento.

ATENÇÃO, RISCO DE SPOILER:

¹ Quem leu o livro sabe perfeitamente bem que Hermione Granger acaba com Rony Weasley. Sabe também que, depois de uma cena de ciúmes óbvios de Rony (sim, quando ele precisa arrebentar o medalhão maldito lá), Harry garante a ele que vê Hermione apenas como irmã, e que acha que o sentimento é recíproco. No filme, entretanto, não só Harry não faz nada para tranqüilizar o amigo como também parece dar em cima da amiga-quase-irmã dele. Teoria da Bel: eles querem dar àqueles que só vêem o filme, e não leram a série, algum suspense sobre o casal tão óbvio para nós.

² Eu, particularmente, dou destaque para a cena final do filme, em que Voldemort pega a varinha do Dumbledore (mentes poluídas, saiam do recinto) e cria raios no meio da ilha, e para a cena em que Harry escapa dele na moto que era do Sirius. Mas outras cenas, como qualquer uma em que há aparatação ou a cena em que os seis começam a virar cópias do Harry, também são magistrais no sentido de efeitos especiais (e essa última, no sentido cômico também).

³ O que eu quero dizer com bem coordenada? Apenas pense na cena de tensão absoluta em que Bellatrix tem Hermione sob sua faca e a música está a toda, e de repente pára, só para ouvirmos o gemido do desenroscar dos parafusos do lustre, e o pequeno e maravilhoso Dobby lá em cima, na maior calma. Sinceramente, achei genial a parada da música forte em contraste com o som singelo.

4 Por exemplo, uma cena em que, dentro da cabana gigante, Hermione está falando para o Harry que a espada deixada por Dumbledore serve para destruir Horcruxes porque absorveu veneno de basilisco. A câmera filma o livro, a fonte da informação, pula pra Hermione, que está dando a informação pro Harr, empolgadamente; e pula pro Harry, que fala “Ahn?”. Achei divertidamente sutil.

5 Ele dançando free style com a Hermione, por exemplo, ou ele sendo a Fleur, os gêmeos e a própria Hermione na número 4 dos Alfeneiros, quando eles tomam a Polissuco, foram extremamente engraçadas e naturais.


Legally Blonde - The Musical

Eu sempre curti musicais, desde pequena. Adorava cantar junto com a Ariel, a Pocahontas e o Simba; depois curti as músicas de High School Musical (admito que nessa fase eu já tava meio velha pra isso e era guilty pleasure, mas relevem). Hoje em dia minha praia é Glee, que eu AMO! Pois bem, eu já tinha assistido alguns musicais, Broadway e off-Broadway (infelizmente sempre pelo youtube), mas esse me chamou muito a atenção. Principalmente porque ele fez o caminho contrário de outros musicais - tipo Hairspray - que primeiro fizeram sucesso na Broadway e depois ganharam versão pro cinema.

Legally Blonde The Musical é a versão musical do filme, em português, Legalmente Loira. Todo mundo já deve ter visto a Reese Whiterspoon linda, loira e toda de rosa mandando bem na Escola de Direito de Harvard, né? Agora imagine o filme todo com músicas e coreografias empolgantes, ótimos figurinos e artistas mega talentosos. Não dá pra errar!
O musical estreiou em 2007 com Laura Bell Bundy no papel de Elle Woods, e até hoje há apresentações em diversas partes dos EUA e Inglaterra, só que com outro elenco. Felizmente pra mim, que não posso ir ver esse espetáculo pessoalmente, a MTV fez um especial e filmou todo o musical em alta definição, aí alguma alma caridosa pôs as partes no youtube. Assistam a abertura do show pra ter uma idéia do que eu falei até agora:


Essa música tem o poder de ficar por dias na sua cabeça, mas sem enjoar! O show também tem músicas mais lentas e românticas, mas o ponto forte dele está justamente nessas super animadas que te fazem querer dançar junto. Minhas partes favoritas são quando as "irmãs" da Delta Nu (irmandade fictícia da UCLA, Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde a protagonista estudava) aparecem pra Elle, fazendo Greek Chorus¹. Margot, Serena e Pilar são ótimas e um tanto atrapalhadas tentando ajudar a Elle em seu vida amorosa:


O musical é bem fiel ao filme, o enredo é o mesmo e várias falas e cenas famosas do original foram mantidas nessa versão. Uma das minhas músicas preferidas é a que corresponde à parte em que a Elle descobre que foi escolhida como uma das "estagiárias" do programa de um professor da Universidade e vai toda orgulhosa contar isso pro Warner, ex dela:


Super recomendo esse musical, é muito bom! É melhor pra quem entende um pouco de inglês, pois não tem nenhuma versão legendada em português, mas quem não entender e quiser mesmo assim dá pra ver só os vídeos das músicas em separado também. Para ver o show completo, aqui (clique em cima) tem a apresentação inteira em boa qualidade, com as músicas legendadas em inglês (é ótimo pra aprender rapidinho as letras e cantar junto, haha).

xx

¹Ao pé da letra, 'coro grego'. É um trocadilho com uma parte das apresentações de antigas tragédias gregas e o sistema grego de irmandades e fraternidades das Universidades americanas.

Quinta Avenida Nº 1



Toda mulher que se interesse por moda e literatura conhece o nome da autora do livro sobre qual é esse post; Quinta Avenida nº1. Ela abriu as portas de um feminismo que abrange feminilidade e força, e mostrou à mulheres do mundo inteiro que não são as únicas que gastam fortunas em sapatos, gostam de beber (cosmopolitans, de preferência) com as amigas e sonham acordadas com um príncipe encantado que aceite que nenhuma cinderela hoje precisa ser salva por ninguém. É isso aí, estamos falando de Candance Bushnell, autora do nosso querido e eterno “Sex and the City”.

Seu novo livro conta a história do edifício histórico e exorbitantemente caro n°1 da (adivinha) Quinta avenida, e seus moradores atuais, assim como todas as intrigas, segredos, mistérios, escândalos e crimes (!) envolvidos. Mas principalmente é a respeito a vida dos (muito) ricos e o papel de fortes mulheres.

Conhecemos Mindy Gooch, esposa castradora de seu ignóbil uma-vez-famoso-jornalista marido; Enid Merle, aparentemente dócil velhinha, mas uma colunista social de status que consegue o que quer; Annelise Rice, ex-advogada inteligentíssima e promissora e agora uma socialite recém-milionária; Lola Fabrikant, tola mas manipuladora alpinista social; e Schiffer Diamons, famosa e belíssima atriz na meia-idade que não perdeu a paixão pela vida. E pairando sobre elas o tempo inteiro, a sagaz Louise Houghton, aparecendo a todo instante na vida de cada uma em diferentes momentos, de diferentes formas, com diferentes impactos.

Mais uma vez, Bushnell nos presenteia com mulheres de todas as idades, credos e status, cada uma com sua fama particular de defeitos e conquistas, e por isso mesmo, uma mais admirável que a outra.

Pode não ser afinal uma leitura que vá acrescentar muito ao seu intelecto, mas é uma visão interessante sobre a Nova York histórica, a cidade quase uma personagem por si só, com excelentes guias, sem dúvidas.

Resultado da Promoção Impala Mattefluors

Ok, antes de começar eu queria pedir desculpas a vocês por não ter postado o resultado da promoção aqui ontem. Postamos no twitter, que é bem mais rápido, e não deu tempo de postarmos no blog. Todas nós tivemos um dia bem cheio ontem. Maaas agora vamos ao resultado: (rufem os tambores)



A ganhadora do sorteio do Mini Kit Impala Mattefluors é a... Laíssa Andrade (@LaaiSouza), do Paraná! Laíssa, recebemos seu email e vamos mandar seu kit na segunda (não adianta tentar postar hoje por causa do feriado :\), certo?

OBS: Nós tivemos que realizar o sorteio 3 vezes! Infelizmente, nos 2 primeiros, as ganhadoras estavam nos seguindo apenas no twitter e não no blog também. Como nós dizíamos claramente nas regras que tinham que seguir ambos, elas foram desclassificadas. Prestem atenção da próxima vez, pois ainda teremos muitos outros sorteios ótimos por aqui! Para seguir o blog, basta clicar aqui ao lado direito em seguir e escolher entre a sua conta google, orkut ou twitter e pronto. Muito fácil :)

02/04/2010

Iguatemi Brasília

Viciadas em compras como somos, não deixaríamos de conferir a inauguração de um novo shopping de luxo enoooorme aqui em Brasília, né? A marca Iguatemi é famosa no Brasil, mas só agora está chegando à capital, e não por acaso teve sua inauguração em uma data próxima ao aniversário de 50 anos de Brasília. Pois bem, brasilienses, o "nosso Iguatemi" é lindo, super moderno e tem design arrojado. Foi unanimidade entre nós (Cecela, Bel, Flavinha) que ele lembra bastante alguns shoppings americanos de grande porte, pelo menos os de Orlando e Nova York (que conhecemos).


O novo shopping conta (na verdade contará, pois nem todas já estão abertas) com mais de 200 lojas, entre nacionais e internacionais. O destaque vai para lojas internacionais famosíssimas, como Louis Vuitton, Burberry, Missoni, Calvin Klein, Armani, Ferragamo, Carolina Herrera. Olhar para essas marcas, para a maioria de nós mortais, é meio aterrorizante, certo? Bom, para os bolsos menos recheados - digamos assim - temos algumas alternativas. Para roupas, tem a querida Zara (adoooro!), a Ellus, Forum, Hering, M. Officer, etc. Os pés ficam bem na Arezzo, Santa Lolla, Carmen Steffens, Nike, Ávida, e não só essas. Para outras coisas, temos a Imaginarium, O Boticário, Livraria Cultura, Fast Shop, Swatch... São muitas opções!

Minha maior decepção foi descobrir que não vai mais ter Starbucks lá, apesar das especulações. Não vai ser ainda que vou ter chance de tomar meu delicioso Chocolate Chip Frapuccino quando der vontade (e o orçamento deixar, né)! Mas minha desilusão diminuiu um pouco quando eu percebi que lá tem uma Accessorize, famosa marca inglesa de... bem, acessórios! Pena que os preços lá são meio salgadinhos pro meu bolso, mas economizando um pouco dá pra fazer umas compras lá. Os produtos deles são lindos demais, e a loja estava lotada de gente levando toneladas de headbands, bolsas, colares, pulseiras, clutches, lenços...

A praça de alimentação é o ponto mais fraco, por ser muito pequena. Mas ainda faltam alguns restaurantes abrirem em outros pontos do shopping, então vamos ver como as coisas ficam depois que tudo estiver 100% concluído. Fiquei super feliz ao saber que Brasília está começando a ser mais considerada no Brasil. Desde bons shows internacionais (que costumavam ser raros por aqui) a shoppings com lojas top de linha, parece que finalmente estamos entrando (timidamente, é claro) no circuito São Paulo-Rio. Tomara que sim, né?

Franz Ferdinand em Brasília

Todo mundo já estudou, em História, o arquiduque húngaro-austríaco Francisco Ferdinando cujo assassinato foi o estopim para a Primeira Guerra Mundial. Pouca gente sabe, porém, que seu nome em alemão é o nome da banda escocesa Franz Ferdinand.

Tudo bem, talvez só eu não soubesse disso, mas eu precisava introduzir a banda. O ponto é que Franz Ferdinand fez um show aqui em Brasília, no dia 21/03 (18/03: Porto Alegre; 19/03: Rio de Janeiro; 23/03: São Paulo). Como um blog que acompanha as tendências e como três amigas curtindo a greve da UnB (sinta a ironia), claro que nós fomos conferir.

O local: O Marina Hall ficou conhecido como Marina Hell naquela noite. Reza a lenda que chegou a fazer 50°C lá dentro fácil fácil. O que importa, porém, é que o lugar lotou sem ficar naquele empurra-empurra insuportável de shows nacionais, pelo menos lá no meio, onde nós ficamos.

A banda: Franz Ferdinand é formada por Alex Kapranos (guitarra e vocal), Bob Hardy (baixo), Nick McCarthy (guitarra, teclado e vocal de apoio) e Paul Thomson (bateria e vocal de apoio), e eles todos são um charme, apesar de um pouco mais velhos. São estilosos, mandam bem em suas respectivas áreas, foram mega educados e o Alex fez o Marina Hell vir abaixo quando arriscou um “Boa noite, Brasília” e um “Vamos fazer barulho!” em português (muito bom, por sinal).





O show: A banda estava empolgada, o público estava animadíssimo, o lugar estava quente e as músicas estavam alucinando. Acho que isso resume bem o show em si. A multidão brasiliense foi ao delírio no famosíssimo hit “Take me out” e acompanhou com muita empolgação praticamente todas as músicas, com ênfase em “This fire” e “No you girls (never know)”. Vale lembrar que houve uns improvisos e algumas modificações nas versões acústicas dessas músicas, deixando-as ainda melhores (que alterações são essas eu não sei dizer, sou leiga em música).





A set list: O show da turnê “Tonight: Franz Ferdinand” foi comprido, durando por volta de duas horas (e começando com apenas 15 minutos de atraso, pontualidade escocesa também é admirável) . Além das mais músicas já mencionadas, eles também tocaram “Ulysses”, “Do you want to” e “Walk Away”. Para a nossa diversão, os integrantes da banda também fizeram brincadeiras com a percussão (veja o vídeo, explicar não tem a menor graça).





Em resumo, o público nos orgulhou, a banda nos surpreendeu agradavelmente e o show foi excelente. Mesmo a Bel, que só conhecia o refrão de “Take me out” (ingressos de cortesia que a fizeram ir), se empolgou com a maior facilidade e aprendeu a cantar na hora mesmo. OK, ela aprendeu uns refrões perdidos aí, mas o que vale é a intenção.

Esperemos que o próximo show internacional em Brasília nos orgulhe tanto quanto esse e que bandas cada vez melhores venham para o quadradinho, né?

Educação
(An Education, Reino Unido, 2009)

Eu já estava de olho nesse filme inglês fazia algum tempo... Afinal, o roteiro é de Nick Hornby, escritor que eu adoooro, e o elenco é ótimo (conta com nomes como Emma Thompson e Alfred Molina). O problema é que eu demorei um tempão pra conseguir assistir, por diversos motivos. Ver o título na lista dos indicados a Melhor Filme, Melhor Atriz Principal e Melhor Roteiro Adaptado aos Oscars deste ano e, depois, a fofa da atriz principal (Carey Mulligan) dando entrevistas no tapete vermelho da cerimônia com aquele sotaque lindo só me fez querer vê-lo mais ainda. Então, na semana passada, eu finalmente consegui assisti-lo e me surpreender com ele.


O ano é 1961, e Jenny (Carey Mulligan) é uma adolescente de 16 anos que mora nos subúrbios londrinos com seus pais. Ela é uma estudante muito aplicada e focada no desejo - que é mais de seu pai (Alfred Molina) que dela mesma - de estudar na Universidade de Oxford, porém sonha em ser mais independente e glamourosa. Um dia, saindo de seu ensaio de violoncelo, ela conhece um homem mais velho. Ela rapidamente fica encantada com a vida que ele leva e acaba se apaixonando. É quando Jenny começa a questionar o quanto uma boa educação é importante, no contexto em que vive (as mulheres, naquela época, não tinham lá muita voz em casa e não fazia grande diferença se tinham um diploma ou não). A ela parece muito mais fácil largar tudo e abraçar o estilo de vida de David (Peter Sarsgaard), até que ela descobre que ele não é exatamente quem diz, e volta a questionar toda sua vida.

Eu esperava que An Education fosse o típico filme dramático, e que eu fosse chorar horrores (sou muito chorona. Mesmo.), mas eu não derramei uma única lágrima, apesar de ele ter sim um certo drama (e se enquadrar nesta categoria). Não posso dizer que me surpreendi porque ele é super original, foi mais pelo jeito que ele foi conduzido. O filme é muito bom de assistir; e te faz pensar, mas ainda assim é leve. An Education foi delicioso de ver, e Carey Mulligan atuou tão bem quanto seus colegas de elenco mais célebres. Confesso que também fiquei apaixonada por alguns dos figurinos, penteados e maquiagens usados pela protagonista e pela personagem de Rosamund Pike no filme. A moda dos anos 50/60 era um charme! haha. Dá pra ter uma idéia do que eu digo no trailer:



Glee

Antes de começar a falar sobre Glee, eu devo dizer que sempre fui viciada em musicais. Adoro mesmo, tenho a trilha sonora de vários no meu iPod e ouço com frequência até mesmo as músicas de DreamGirls (eu, Flavinha, Bel e uma outra amiga, a Ju, fomos assisti-lo juntas e foi meio que um desastre. Digamos apenas que a gente - e metade da sala de cinema - mal podia esperar pro filme acabar). Então, quando ouvi falar que uma série americana musical/comédia estava fazendo sucesso nos EUA, eu tive que conferir, né?


Acho que Glee já estava lá pelo 4º episódio quando comecei a assistir, e me apaixonei! O engraçado foi que a parte que me fisgou no episódio piloto foi a performance de 'Rehab', da Amy Winehouse, pelo coral Vocal Adrenaline, que é um dos rivais do New Directions, o grupo dos nossos protagonistas. E uma das primeiras coisas em que reparei é que essa é a série mais democrática que eu já vi. Em Glee, nós temos gays (representados pelo Kurt), cadeirantes (Artie), adolescentes grávidas (Quinn), negras (Mercedes), asiáticas (Tina), latinos (Santana), indianos (o diretor Figgins), judeus (Rachel e Puck) e, em determinado episódio, também temos os deficientes auditivos que competirão contra o New Directions.

Mas ok, vamos a um breve resumo: Will Schuester é professor de espanhol na escola McKinley High (em Ohio), e tenta reerguer o coral da escola, chamado de "Glee Club". No passado o grupo fora motivo de grande orgulho para o colégio, mas agora só atrai os alunos "menos populares", e é motivo de piada para o resto dos estudantes de lá. Will, porém, não aceita isso e, junto ao seu Glee Club, vai tentar mudar os padrões e competir com a engenhosa Sue Sylvester, a capitã do time de líderes de torcida da escola, que tenta sabotá-lo durante toda a série. Isso tudo com muita música, é claro. Há pelo menos 3 performances empolgantes, emocionantes e elaboradas por episódio.


O que é Glee?



Glee pode até não ser a melhor série em termos da atuação de seu elenco ou de roteiro. Afinal, difícil não notar que personagens interessantes que estavam no grupo desde o começo não têm tanto destaque quanto outros, que entraram depois. Mas esses pequenos defeitos são fáceis de ignorar quando você vê os esforços de Will para salvar o Glee Club e, do outro lado, Sue lutando para destruí-lo; ou a paixão platônica entre Will e Emma, ou o amor que Kurt tem pela moda ou até mesmo toda a briga entre Finn e Puck por causa da gravidez de Quinn. E é quando as músicas começam que você (ou será que sou só eu?) se convence que essa é uma das séries mais legais que já viu. Elas geralmente têm a ver com o tema principal do episódio ou com alguma situação pela qual o personagem esteja passando, mas às vezes aparecem num momento de descontração do grupo, "soltas".

Atualmente a série está no episódio 13 da primeira temporada, ganhou vários prêmios e já lançou dois discos com sua trilha sonora original. Diversos atores já fizeram participações especiais, e mais foram confirmados para a segunda metade desta temporada. Entre eles estão Jennifer Lopez, Olivia Newton-John e Neil Patrick Harris (o Barney da série How I Met Your Mother). No Brasil, a FOX transmite os episódios nas quartas-feiras, às 22h, e reprisa aos domingos. Para quem não tem TV paga, não se preocupe: a Globo (e não o SBT, como diziam) comprou a série. Também sempre há a opção de ver pela internet! O que importa é assistir Glee, vale muito a pena :)




xx

Simplesmente Complicado

"Simplesmente Complicado" (It’s Complicated, EUA, 2010) foi uma surpresa agradável. Fui ao cinema esperando um filme bobo de duas horas (e cheguei lá em tempo recorde, saindo da UnB. Palmas para mim!) e acabei vendo um filme bobo de duas horas que me fez rir alto em mais de uma cena.

Resumo rápido: Jane e Jake são divorciados há dez anos, e só agora, com seus três filhos crescidos, são capazes de conviver em harmonia. No entanto, para a surpresa de ambos, após uma noite no bar do hotel em que estavam para a formatura do caçula – Hunter Parrish, um gato, por sinal, meninas, fiquem de olho - eles vão parar na cama. E fica pior: logo se tornam amantes. Quando Jake começa a querer demais e o adorável arquiteto Adam surge no cenário, Jane vê as coisas saírem de controle – da forma mais engraçada (apesar de relativamente previsível) possível.


Não tem como começar por outro astro do elenco que não Meryl Streep. Sua performance em Julie & Julia (2009) foi de longe muito mais brilhante (quem assistiu certamente sabe do que estou falando), mas Meryl consegue fazer com que nos apaixonemos e encantemos por Jane, e achamos compreensível que ela esteja sendo disputada por dois homens aos quase sessenta. Streep dá leveza, docilidade e divertimento à sua personagem e à toda a situação de ser uma mulher divorciada bem resolvida ( não por isso menos neurótica e paranóica que qualquer outra mulher) que está tendo um caso com seu próprio ex-marido.

Alec Baldwin e Steve Martin, dois grandes atores, também estão bem na fita, e é adorável a interação entre todos eles. A direção e roteiro coube à Nancy Meyers, responsável também pelo lindo e comovente romance “O Amor Não Tira Férias” (The Hollyday, 2006) e “Alguém tem que ceder” (Something’s gotta give, 2003) - esse também tratando de amor depois da meia-idade.

É um filme leve e uma surpresa agradável, como eu disse. Vale a pena assistir só pelos malabarismos do encantador noivo da filha mais velha do casal, Harley (interpretado pelo fofo John Krasinski), e pelas cenas hilárias de Jane e Adam chapados (não estou estragando a surpresa de ninguém, isso aparece no trailer). Enfim, vale a pena ir, se deleitar com as atuações e se divertir. Bom filme ;)





Flogging Molly

Pra mim foi amor à primeira vista, foi só a gaita irlandesa começar a tocar no rádio que a vontade de encher uma caneca de cerveja e dançar no maior estilo irlandês subiu em mim. Flogging Molly conseguiu, em meio aos banjos, gaitas e guitarras, encontrar um ritmo que pode embalar tanto uma festa com os amigos, uma tarde de estudos, quanto uma noite romântica (tá, a noite romântica só por minha parte).

O nome da banda veio de uma homenagem feita ao lugar que os "aturou" até o sucesso, o pub 'Molly Malone'. Segundo eles, de tanto tocar lá eles os cansaram. E, para demonstrar a gratidão pelos anos de - segundo eles - sofrimento pelos quais o lugar passou, colocaram o nome da banda de Flogging (chicotear) Molly.



Flogging Molly é o que se chama de Celtic Punk (ou um irish folk com punk),o que resulta em uma mistura na qual a guitarra tem a mesma importância que o acordeão ou violinos.
O mais legal é a diversidade de temas e feelings, desde “drunkmusics”, como ‘Fuck you i’m drunk’, ‘Every dog has it‘s days’ e ‘Drink and Fight’, até as que arrepiam como ‘I never met a girl like you before’ e ‘Float’.

Bob Schmidt(banjo e mandolin): "We're deadly serious about what we do. As much as it's a good time and a fun thing, it's no joke to us." (Nós somos muito sérios no que fazemos. Ao mesmo tempo em que nos divertimos e passamos bons momentos, não é uma piada pra gente.)

Bom, pra quem leu e topou, aqui vão as minhas preferidas: Devil’s Dance Floor, Light of a Fading Star, Drunken Lullabies, Black Friday Rule e Tobacco Island.

Algumas músicas deles foram trilhas sonoras, no caso de Sr. e Sra. Smith (The worst Day since yesterday) e PS.: Eu te amo (If I ever leave this world alive).

Para ouvir:







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